{"id":7002,"date":"2017-07-11T00:00:00","date_gmt":"2017-07-11T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/causas.online\/ilam\/brasil-encontrado-primeiro-esqueleto-completo-no-cemiterio-dos-pretos-novos-no-rio\/"},"modified":"2017-07-11T00:00:00","modified_gmt":"2017-07-11T00:00:00","slug":"brasil-encontrado-primeiro-esqueleto-completo-no-cemiterio-dos-pretos-novos-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/causas.online\/ilam\/brasil-encontrado-primeiro-esqueleto-completo-no-cemiterio-dos-pretos-novos-no-rio\/","title":{"rendered":"Brasil: Encontrado primeiro esqueleto completo no Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos, no Rio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/defender.org.br\/noticias\/encontrado-primeiro-esqueleto-completo-no-cemiterio-dos-pretos-novos-no-rio\/\"><\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ilam.org\/images\/noticias\/pretos.png\" alt=\"pretos.png\" width=\"173\" height=\"131\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<a href=\"http:\/\/defender.org.br\/noticias\/encontrado-primeiro-esqueleto-completo-no-cemiterio-dos-pretos-novos-no-rio\/\"><\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/ilam.org\/images\/noticias\/pretos.png\" alt=\"pretos.png\" width=\"500\" height=\"379\" style=\"margin: 8px; float: left;\" \/><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">Ap\u00f3s sete meses de escava\u00e7\u00f5es, foi encontrado o primeiro esqueleto inteiro no Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos, s\u00edtio arqueol\u00f3gico descoberto em 1996 na regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio de Janeiro. No local, onde hoje funciona o Instituto de Pesquisa e Mem\u00f3ria dos Pretos Novos (IPN), eram jogados os corpos dos africanos escravizados que morriam na travessia mar\u00edtima para o Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">As escava\u00e7\u00f5es ocorreram em uma \u00e1rea de 2 metros quadrados (m2) de um dos po\u00e7os de observa\u00e7\u00e3o do cemit\u00e9rio. O trabalho foi coordenado pelo arque\u00f3logo Reinaldo Tavares, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os pesquisadores identificaram que a ossada \u00e9 de uma mulher que morreu com aproximadamente 20 anos, no in\u00edcio do s\u00e9culo 19, portanto, h\u00e1 cerca de 200 anos. O esqueleto encontrado no Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos recebeu o nome de Josefina Bakhita, em homenagem \u00e0 primeira santa africana da Igreja Cat\u00f3lica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">Tavares explica que o fato de ser uma mulher \u00e9 surpreendente, pois apenas 9% dos africanos escravizados trazidos para trabalharem no Brasil eram do sexo feminino. Ele destaca que a posi\u00e7\u00e3o em que ela foi encontrada, entrela\u00e7ada a outros restos mortais, comprova a forma desumana com que os africanos eram tratados. Os corpos eram empilhados e queimados sem prote\u00e7\u00e3o, cuidado ou respeito. \u201cO indiv\u00edduo passa a contar a sua hist\u00f3ria. N\u00e3o s\u00e3o somente ossos esparsos e quebrados, como at\u00e9 ent\u00e3o hav\u00edamos encontrado. Agora estamos encontrando os indiv\u00edduos. Isso \u00e9 muito importante, porque, pela primeira vez, estamos encontrando os africanos que chegaram ao Rio de Janeiro\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">O cemit\u00e9rio funcionou entre 1769 e 1830, quando foi desativado, e ficou escondido at\u00e9 1996, quando a propriet\u00e1ria da casa constru\u00edda sobre ele, Merced Guimar\u00e3es, encontrou restos mortais durante uma reforma no im\u00f3vel. \u201cNo in\u00edcio a gente achou que eram pessoas da casa que haviam sido enterradas ali. A\u00ed a gente ficou pensando [no que fazer] e fomos at\u00e9 o Centro Cultural Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio [municipal, dedicado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da cultura afro-brasileira]. L\u00e1 eles falaram que aqui era o antigo cemit\u00e9rio dos escravos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">A descoberta ocorre \u00e0s v\u00e9speras da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) anunciar se o Cais do Valongo, tamb\u00e9m na regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio, por onde se estima que tenham desembarcado no pa\u00eds cerca de 1 milh\u00e3o de africanos escravizados, receber\u00e1 o t\u00edtulo de Patrim\u00f4nio Mundial. O an\u00fancio est\u00e1 previsto para ser feito no dia 7 ou 8 de julho. O local j\u00e1 \u00e9 registrado como s\u00edtio arqueol\u00f3gico nacional pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">Verba<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">Apesar de ser um dos principais pontos hist\u00f3ricos relacionados \u00e0 hist\u00f3ria da di\u00e1spora africana, o trabalho do instituto est\u00e1 amea\u00e7ado pela falta de verbas. De acordo com Merced, que dirige a entidade, o aporte de R$100 mil solicitado \u00e0 prefeitura foi negado. \u201cAqui tem que ter uma verba de custeio, a prefeitura n\u00e3o tem isso, a n\u00e3o ser por lei. Quando passar de agosto, n\u00e3o sei se a gente vai conseguir manter isso aqui aberto. Se n\u00e3o for o tempo todo, vamos abrir pelo menos algum dia da semana. E sem luz\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">De acordo com a Secretaria Municipal de Cultural, o IPN recebia verba da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Regi\u00e3o do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), mas o acordo de repasse venceu em mar\u00e7o. A secretaria informa que, por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 or\u00e7amento destinado ao instituto, mas que isso ser\u00e1 resolvido em breve com aux\u00edlio da prefeitura. Tamb\u00e9m ser\u00e1 oferecida consultoria para que o espa\u00e7o se torne autossustent\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">Al\u00e9m disso, a secretaria explica que o IPN tem recebido apoio e suporte da pasta para, por exemplo impress\u00e3o de material e realiza\u00e7\u00e3o de atividades no Centro Cultural Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio. O IPN tamb\u00e9m est\u00e1 envolvido no projeto de territorialidade do Museu da Escravid\u00e3o e da Liberdade, a ser implantado na regi\u00e3o portu\u00e1ria. A secret\u00e1ria de Cultura, Nilcemar Nogueira, falou sobre o projeto do museu na semana passada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 10pt;\">Akemi Nitahara \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil \/ Colaborou T\u00e2mara Freire, rep\u00f3rter do Radiojornalismo EBC<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tomado de:&nbsp;<a href=\"http:\/\/defender.org.br\/noticias\/encontrado-primeiro-esqueleto-completo-no-cemiterio-dos-pretos-novos-no-rio\/\">http:\/\/defender.org.br\/noticias\/encontrado-primeiro-esqueleto-completo-no-cemiterio-dos-pretos-novos-no-rio\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/defender.org.br\/noticias\/encontrado-primeiro-esqueleto-completo-no-cemiterio-dos-pretos-novos-no-rio\/\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ap\u00f3s sete meses de escava\u00e7\u00f5es, foi encontrado o primeiro esqueleto inteiro no Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos, s\u00edtio arqueol\u00f3gico descoberto em 1996 na regi\u00e3o portu\u00e1ria do Rio de Janeiro. 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